Faz muito tempo que não escrevo
em meu blog. Hoje resolvi dar uma desenferrujada e escrever algumas linhas.
Seguindo o perfil do blog, ou seja, falar amenidades, farei uma análise nem um pouco profissional de um
fato corriqueiro em minha vida: o choro.
Sou chorona! Choro de tristeza, choro
de alegria, de saudade, de rir, de dor, de raiva... qualquer emoção é motivo para
o choro. Segundo meu grande amigo Freud, o choro acontece quando temos que
lidar com emoções contraditórias às nossas vontades.
Pode parecer paradoxal, afinal,
acabo de escrever que choramos de alegria e de rir, mas se nos aprofundarmos um
pouco mais na psique humana, entenderemos mais claramente. Quando uma pessoa
chora de alegria, intimamente ela não se acha merecedora de um acontecimento ou
não concebia a possibilidade daquele acontecimento em sua vida. Já o choro
originado de um acesso de riso acontece após um fato muito inusitado com o qual
a pessoa não está habituada, ou seja, contrário à ordem natural ou da ordem social
pré-estabelecida.
O choro é reconhecido pela
sociedade ocidental-judaico-cristã-capitalista como sinal de fraqueza, porém,
meu camarada e guru, Sigmund Freud, pai da psicanálise, sujeito muito foda, defende
que quem tem facilidade em chorar demostra estar bem com seus sentimentos e
possui uma boa relação intrapessoal.
Saindo um pouquinho das teorias
científicas e entrando no senso comum, chorar “lava a alma”. Sim, e como! Sob o
meu ponto de vista, o choro é uma descarga de emoções. Todas as vezes que tento
sufocar minhas emoções elas se manifestam de alguma forma. Seja através de um resfriado
ou de uma doença qualquer, uma crise de ansiedade ou um ataque de fúria.
Portanto, chorar é colocar suas emoções para fora de uma maneira saudável. E,
vai por mim, é melhor jogar as emoções para fora do que guardá-las em uma imensa
lata de lixo emocional.
