sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Os benefícios de ser chorona...

Faz muito tempo que não escrevo em meu blog. Hoje resolvi dar uma desenferrujada e escrever algumas linhas. Seguindo o perfil do blog, ou seja, falar amenidades, farei  uma análise nem um pouco profissional de um fato corriqueiro em minha vida: o choro.

Sou chorona! Choro de tristeza, choro de alegria, de saudade, de rir, de dor, de raiva... qualquer emoção é motivo para o choro. Segundo meu grande amigo Freud, o choro acontece quando temos que lidar com emoções contraditórias às nossas vontades.

Pode parecer paradoxal, afinal, acabo de escrever que choramos de alegria e de rir, mas se nos aprofundarmos um pouco mais na psique humana, entenderemos mais claramente. Quando uma pessoa chora de alegria, intimamente ela não se acha merecedora de um acontecimento ou não concebia a possibilidade daquele acontecimento em sua vida. Já o choro originado de um acesso de riso acontece após um fato muito inusitado com o qual a pessoa não está habituada, ou seja, contrário à ordem natural ou da ordem social pré-estabelecida.

O choro é reconhecido pela sociedade ocidental-judaico-cristã-capitalista como sinal de fraqueza, porém, meu camarada e guru, Sigmund Freud, pai da psicanálise, sujeito muito foda, defende que quem tem facilidade em chorar demostra estar bem com seus sentimentos e possui uma boa relação intrapessoal.

Saindo um pouquinho das teorias científicas e entrando no senso comum, chorar “lava a alma”. Sim, e como! Sob o meu ponto de vista, o choro é uma descarga de emoções. Todas as vezes que tento sufocar minhas emoções elas se manifestam de alguma forma. Seja através de um resfriado ou de uma doença qualquer, uma crise de ansiedade ou um ataque de fúria. Portanto, chorar é colocar suas emoções para fora de uma maneira saudável. E, vai por mim, é melhor jogar as emoções para fora do que guardá-las em uma imensa lata de lixo emocional.




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