sábado, 12 de maio de 2012

Organização... antes tarde do que nunca!

Organização de casa nunca foi o meu forte. Não que eu não goste de cada coisa em seu lugar, mas tenho uma dificuldade imensa de por as coisa em ordem.

Sou muito detalhista e, ao mesmo tempo, tenho a mente muito fértil. Distraio atôa! Enquanto uma pessoa normal gasta vinte minutos para organizar a mesa do escritório, por exemplo, eu gasto uma hora. Cada objeto que pego me desperta uma lembrança ou faz surgir uma idéia. Então fico ali, viajando nos meus pensamentos e esqueço do meu objetivo.

Ultimamente tenho assistido a muitos programas sobre organização e decoração de casas e isso despertou meu senso de organização. Outro dia fiquei três horas no escritório em meio a papeis, livros e  outros objetos e, ufa!, consegui organzá-lo. Está tão espaçoso e tão limpo como nunca esteve. Dá até orgulho!

Meu segundo passo foi ajudar meu namorado a organizar os livros. Compramos uma estante provisória e enchemos as quatro prateleiras de livro. E ainda sobrou! Quem mandou namorar um livreiro? Sim... livreiro, a quase extinta profissão!

 Estou curtindo muuuito a fase "organizadora" da minha vida. Já estou pensando até em mudar a cor da parede da sala... trocar o rack da televisão... colocar um adesivo na parede. Quem sabe descubro em mim uma decoradora escondida?

Para os desorganizados de plantão, seguem dicas de sites e blogs que descobri:

http://discoverymulher.uol.com.br/sua-casa/
http://bbel.uol.com.br/
http://www.organizesuavida.com.br/
http://www.organizesuavida.com.br/portal2010/

Organize-se!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Assédio moral: um mal corporativo

Ele chega sutil, como quem não quer nada, e se estabelece sem que você perceba. O tempo passa e evidências começam a aparecer, mas você não acredita, nega! Demora um pouco para você descobrir que há algo errado e mais ainda para assumir para si e para os outros. Assim é o assédio moral, um mal que atinge cerca de 36% dos trabalhadores no Brasil.

O assédio moral é definido por especialistas como a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Pode acontecer de três formas:
  • Descendente: é a forma mais comum. Ocorre de cima bara baixo, ou seja, da chefia para seus subordinados. Seu objetivo é que o trabalhador produza mais por menos, sempre dando a entender que o funcionário não cumpre seus objetivos.
  • Paritário: acontece de forma horizontal, quando um grupo isola um membro com o objetivo de eliminar concorrentes. Acontece, principalmente quando o indivíduo se destaca perante seus superiores.
  • Ascendente: é a forma mais rara do assédio, acontecendo de forma vertical de baixo para cima. É mais difícil de acontecer pois geralmente é praticado por um grupo contra a chefia, já que dificilmente um subordinado isoladamente conseguiria desestabilizar um superior.
O assédio moral segue um padrão de comportamento que pode ter pequenas variações, mas, em suma, segue a sequência abaixo:
  1. Escolher a vítima e isolar do grupo.
  2. Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
  3. Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
  4. Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
  5. Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
  6. Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
  7. Livrar-se da vítima que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, freqüentemente, por insubordinação.
A explicitação do assédio moral acontece através de gestos e condutas abusivas e constrangedoras como humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar. Atitudes como risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença do outro, estigmatizar os adoecidos pelo e para o trabalho e colocá-los em situações vexatórias são comuns no assédio moral.
Outras formas de explicitação do assédio são falar baixinho acerca da pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença, rir daquele que apresenta dificuldades, não cumprimentar, sugerir que peçam demissão, dar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar público algo íntimo da vítima, não explicar a causa da perseguição, difamar e ridicularizar.
O assédio moral pode causar uma série de consequências negativas para a saúde física e mental da vítima, tais como crises de choro, dores generalizadas, palpitações, tremores, sentimento de inutilidade chegando, em casos mais extremos, ao suicídio.
O que muitas pessoas não sabem é que  este tipo de assédio é crime previsto no código penal com base na lei n° 4.742, de 2001 e pode causar a detenção de três meses a um ano e multa.
É lamentável perceber que, com a alta competição no mercado de trabalho, o assédio moral tem aumentando em grande proporção e sendo aceito de forma passiva tanto por por  trabalhadores quanto por empregadores. Em algumas organizações o assédio moral se estabelece na estrutura da empresa, tornando o ambiente de trabalho hostil e insalubre, prejudicando o rendimento dos funcionários e, consequentimente, ao faturamento da empresa.
Fontes: