A pergunta foi simples, objetiva, feita de forma inocente... e impensada! “ É sua filha?”, perguntou um conhecida a meu namorado, referindo-se a mim. Fez-se um silêncio constrangedor até que resolvi quebrar o gelo: “não, mas podia”. A pessoa riu meio sem graça da situação que acabara de criar. Tudo bem, vinte anos é uma diferença de idade considerável para um casal, mas algumas perguntas não deveriam ser feitas.
“Você está grávida?”, perguntou o conhecido a uma amiga. “Não, estou gorda!”, respondeu a moça toda sem graça. Um outro encontrou a amiga de cabelo curtinho, magérrima e disse: “Nossa, você está ótima! Magra, cabelo moderno. Fez dieta?”, “não”, respondeu ela, “Faço quimioterapia. Estou com câncer!”
Ninguém é obrigado a adivinhar o que acontece na vida dos outros. Mas, perguntas a respeito da vida dos outros, principalmente no que se refere a coisas muito pessoais, como relacionamentos, gravidez e mudança de peso, podem ser extremamente indelicadas.
Seguem algumas dicas para não entrar numa fria.
- Nunca tente adivinhar quem é a pessoa acompanhante de seu conhecido. Deixe que ele mesmo a apresente;
- Não pergunte a uma mulher se ela está grávida. Se ela estiver, ela vai te contar. O mesmo serve para a perda de peso;
- Evite comentar a respeito da roupa das pessoas, principalmente coisas negativas. Qualquer um odeia ouvir “Nossa, essa roupa não te valorizou”.
- Ainda falando em roupas, é inadmissível, inconveniente e deveria ser proibido perguntar onde a pessoa comprou aquela blusa maravilhosa. Ninguém é obrigado a confessar que usa roupa da C&A ou pegou emprestada com a irmã.
- Sobre cor e corte de cabelo ou maquiagem eu não preciso nem falar, né?
Para essas situações e muitas outras existe uma regra muito simples: tenha bom senso e reflita antes de perguntar. Ou, simplesmente não pergunte. Deixe a cargo de seu interlocutor lhe contar sobre as novidades que bem quiser.
