sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Vários Contos de Natal... e aniversário!

Sou nascida no dia 26 de dezembro e o fim de ano tem para mim um significado muito especial.  O primeiro natal do qual me lembro foi o de 1985, eu estava prestes a completar cinco anos. Minhas irmãs fizeram um teatro, se passaram por ajudantes de papai Noel e me entregaram uma carta do bom velhinho perguntando qual presente eu queria. “Um carrinho de bonecas!”. Lembro até hoje do carrinho de tecido rosa de bolinhas brancas. Neste mesmo descobri que Papai Noel não existia ao ver pela porta entreaberta meu primo se vestir de papai-noel.
Outro natal inesquecível foi quando ganhei meu videogame Atary. Foi um presente de natal e aniversário, como vários que ganhei (e ainda ganho). Joguei videogame umas 15 horas seguidas durante uma semana. Pitfal, River Raid, Enduro e Pac Man eram os jogos do momento. Fazíamos verdadeiras competições em família. Ainda tenho o Atary. Ele ainda funciona!
Os últimos natais na presença de minha Vó Diva deixaram saudades. Já faz 8 anos que ela se foi e os natais não foram mais o mesmo. Era muito divertido! Falta também eu sinto dos natais que passei na casa da minha tia Maristela, quando aquele monte de primos se juntava. Minha mãe tem 10 irmãos e, sinceramente, não faço ideia de quantos primos são. Os natais na casa da Tia Rita também eram bons. Muita comida, muita bebida, muita música e, principalmente, muita prosa boa!
O próximo conto de natal já começou a ser escrito. Torço para que seja feliz como os outros.

Feliz natal para todos... e feliz aniversário para mim!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

5 filmes românticos para mulheres de quase 30...

Tempo de  chuva é ótimo para curtir um filminho... a dois então é melhor ainda!  Fiz uma modesta seleção de romances muito legais que, certamente, agradará às mulheres de quase trinta.





Adeus às ilusões (The Sandpiper) - 1965
Vicente Minelle
Em uma pequena cidade da Califórnia Laura Reynolds (Elizabeth Taylor), uma artista com um jeito muito livre de viver, cria Danny (Morgan Mason), seu filho adolescente. Ela gostaria de educá-lo em casa, mas as autoridades não permitem. Então, ela manda Danny para uma escola dirigida por Edward Hewitt (Richard Burton), um sacerdote episcopal que é casado com Claire (Eva Marie Saint). Porém, quando vai visitar o filho, Laura se apaixona por Edward e é correspondida.



Houve uma vez um verão (Summer of '42) -1971
Robert Mulligan
O filme relata as férias de verão de três garotos na ilha de Nantucket, no ano de 1942. Hermie, um dos garotos, apaixona-se por Dorothy, uma mulher mais velha e carente, cujo marido está ausente, servindo como piloto na II Guerra Mundial.





Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes) – 1991
Jon Avnet
Evelyn, uma dona de casa infeliz, conhece Ninny, uma velha senhora que mora num asilo, e fica encantada com as histórias que ela conta sobre Idgie Threadgoode, uma jovem da década de 1920, do Alabama. Inspirando-se na vida de Idgie, Evelyn aprende a ser mais assertiva e constrói uma forte amizade com Ninny. Esta relação proporciona ao espectador uma trama emocionante cheia de surpresas e segredos, vivendo o passado no futuro.



Como água para Chocolate (Como Agua para Chocolate) – 1992
Alfonso Arau
Tita (Lumi Cavazos) nasceu na cozinha do rancho de sua família, quando sua mãe (Regina Torné) estava cortando cebolas. Logo em seguida seu pai morre de um ataque cardíaco fulminante, por ter sua paternidade questionada. Com isso Tita é vítima de uma tradição local, que diz que a filha mais nova não pode se casar para que cuide da mãe até sua morte. Ao crescer Tita se apaixona por Pedro Muzquiz (Marco Leonardi), que deseja se casar com ela. Sua mãe veta o matrimônio, devido à tradição, e sugere que ele se case com Rosaura (Yareli Arizmendi), a irmã dois anos mais velha de Tita. Pedro aceita, pois apenas assim poderá estar perto de Tita.




Cidade dos Anjos (City of Angels)- 1998
Brad Silberling
Em Los Angeles, uma dedicada cirurgiã (Meg Ryan) fica arrasada quando perde um paciente durante uma operação, no mesmo instante em que um anjo (Nicolas Cage), que estava na sala de cirurgia, começa a se sentir atraído por ela. Em pouco tempo ele fica apaixonado pela médica e resolve ficar visível para ela, a fim de poder encontrá-la frequentemente, o que acaba provocando entre os dois uma atração cada vez maior, apesar dela ter um sério relacionamento com um colega de profissão. O ser celestial não pode sentir calor, nem o vento no rosto, o gosto de uma fruta ou o toque da sua amada, assim ele cogita em deixar de ser um imortal para poder amar e ser amado intensamente.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Civilidade... é de comer ou de vestir?




Civilidade é uma palavra cujo uso se torna casa vez mais raro na língua portuguesa. Mais raro ainda são pessoas que possuem alguma. No trânsito, no trabalho, na escola ou em momentos de lazer, cada vez mais pessoas têm abolido o uso da consideração e do respeito mútuo, inerentes à civilidade. Para tentar, de alguma forma, melhorar o mundo, começando sempre com pessoas do meu círculo social, listei algumas faltas de civilidade sem as quais poderíamos viver melhor.

Sempre que ligo a seta indicando que vou mudar de faixa no trânsito, o cidadão que está atrás na faixa que quero entrar acelera para tentar evita que eu faça a manobra. Resultado: quase um acidente de trânsito e, pelo menos, duas pessoas nervosas. Não custa nada pra ninguém reduzir a velocidade do carro para que o outro veículo mude de faixa. Ele tem o direito de fazê-lo, desde que sinalize. Está no código de trânsito!

Tá para existir uma coisa que me deixa mais sem graça do que cumprimentar ou agradecer alguém e não ser correspondido. Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Obrigado! Por nada! Disponha! Por favor! São frases mágicas que aprendemos desde cedo em casa e na escola. Não doem, não machucam e são simpáticas quando são ditas.

http://www.eu_doeio_gente_que_tira_vantagem.com.br. Este é um domínio que eu queria criar a Internet e uma ideia que desejo desesperadamente difundir. Sempre que alguém tira vantagem numa situação, outra pessoa, ou várias, perdem.

Quando alguém entra no cinema com uma carteirinha de estudante falsa, um estudante que tem direito ao benefício pode não conseguir entrar, pois em algumas cidades e shows já existem cotas para meia- entrada. Quando, no almoço do trabalho ou lanche da escola, um funcionário ou aluno come mais do que deve, outro fica sem comer. Dica para os espertinhos: coloquem-se no lugar do outro. Um dia os prejudicados podem ser vocês!

Para encerrar: regras! Eu nunca vi em qualquer lugar do mundo um povo que ignore leis e regras como brasileiros. Elas são criadas para melhorar o convívio social e precisam ser respeitadas para que a escola, a empresa, a cidade e o país funcionem! Da fila do banco ao estacionamento prioritário, as pessoas burlam as regras. Se no chão está pintado que aquela vaga é destinada a deficientes, certamente é porque há uma demanda para que aquela regra fosse criada. Se a lei proíbe beber e dirigir,  é porque foi constatado técnica e cientificamente que beber aumenta o risco de acidentes.

As leis, pelo menos no âmbito federal, não são criadas arbitrariamente. Elas passam por diversas comissões avaliadoras antes de serem votadas e sancionadas. Além disso, são criadas por representantes que nós colocamos lá!

Faço aqui um convite, quase um apelo, a todos que leram este texto até o fim: sejamos civilizados!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DeScOnCeRtO


A pergunta foi simples, objetiva, feita de forma inocente... e impensada! “ É sua filha?”, perguntou um conhecida a meu namorado, referindo-se a mim. Fez-se um silêncio constrangedor até que resolvi quebrar o gelo: “não, mas podia”.  A pessoa riu meio sem graça da situação que acabara de criar. Tudo bem, vinte anos é uma diferença de idade considerável para um casal, mas algumas perguntas não deveriam ser feitas.

“Você está grávida?”, perguntou o conhecido a uma amiga. “Não, estou gorda!”, respondeu a moça toda sem graça. Um outro encontrou a amiga de cabelo curtinho, magérrima e disse: “Nossa, você está ótima! Magra, cabelo moderno. Fez dieta?”, “não”, respondeu ela, “Faço quimioterapia. Estou com câncer!”

Ninguém é obrigado a adivinhar o que acontece na vida dos outros. Mas, perguntas a respeito da vida dos outros, principalmente no que se refere a coisas muito pessoais, como relacionamentos, gravidez e mudança de peso, podem ser extremamente indelicadas.
Seguem algumas dicas para não entrar numa fria.


  • Nunca tente adivinhar quem é a pessoa acompanhante de seu conhecido. Deixe que ele mesmo a apresente;
  • Não pergunte a uma mulher se ela está grávida. Se ela estiver, ela vai te contar. O mesmo serve para a perda de peso;
  • Evite comentar a respeito da roupa das pessoas, principalmente coisas negativas. Qualquer um odeia ouvir “Nossa, essa roupa não te valorizou”.
  • Ainda falando em roupas, é inadmissível, inconveniente e deveria ser proibido perguntar onde a pessoa comprou aquela blusa maravilhosa. Ninguém é obrigado a confessar que usa roupa da C&A ou pegou emprestada com a irmã.
  • Sobre cor e corte de cabelo ou maquiagem eu não preciso nem falar, né?

Para essas situações e muitas outras existe uma regra muito simples: tenha bom senso e reflita antes de perguntar. Ou, simplesmente não pergunte. Deixe a cargo de seu interlocutor lhe contar sobre as novidades que bem quiser. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Autoajuda: American Brainwashing




Outro dia eu estava analisando que tenho grande chance de ficar rica. Meu namorado é um sujeito muito culto e inteligente e o meu quociente intelectual não é de se jogar fora. Já que casais inteligentes enriquecem juntos, pensei nessa possibilidade. Em um ano de relacionamento eu consegui juntar... dois reais e trinta centavos no cofrinho. Eh... acho que deixei passar alguma coisa do livro.

Resolvi, então, mudar de estratégia e preguei a foto de uma mansão na porta do armário, para olhar para ela todos os dias e ativar a lei da atração, afinal, o segredo do sucesso é fazer o universo conspirar a seu favor. Nada até agora. Acho que também não entendi esse livro.

Brincadeiras à parte, constatei que nossa sociedade foi invadida pelos livros de autoajuda e por vídeos motivacionais. Ambos tem o mesmo objetivo: fazer com que as pessoas percebam que elas também podem vencer. Um objetivo nobre, não? Nem um pouco!

Esse material de “autoajuda” nos enfia o American way of life (estilo de vida americano) goela abaixo, a fim de fazer-nos uma lavagem cerebral, ditando-nos padrões sociais. A felicidade consiste basicamente em ter casa própria, carro zero, filhos fazendo intercâmbio e um grill do George Foreman.

Parafraseando “o cara”, nunca na história da humanidade escreveu-se tanta bobagem quanto agora. E o pior: nunca vendeu-se tanta bobagem!  A classe média brasileira, que suponho ser a consumidora dos livros motivacionais, sempre se inspirou em modelos sociais externos, o que gera uma desvalorização da cultura nacional, uma vez que as classes mais baixas copiam o padrão de comportamento da classe média.

Essa supervalorização do que vem de fora já proporcionou micos históricos. Conta-se que, em 1808, quando a família real portuguesa chegou aos Brasil, as mulheres da nobreza desembarcaram com turbantes na cabeça, devido a uma epidemia de piolhos no navio. O turbante servia para esconder os cabelos cortados. As mulheres da alta sociedade colonial brasileira aderiram ao turbante entendendo que se tratava da nova moda na Europa.

Nosso natal, apesar de ser no verão, tem neve. Nossos centros comerciais se chamam shopping, apesar dessa palavra não ter esse significado em inglês. Nossos relatórios semanais chamam-se follow-ups e nossos especialistas agora são experts.  Até quando, Brasil, vamos ficar usando turbantes em cabelos compridos?  Até quando vamos exportar essa literatura de autoajuda e esse comportamento motivacional que subestimam nossa capacidade mental?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Falta de noção virtual


Imagine a seguinte situação: você está no trabalho, rodeada por várias pessoas no escritório, quando abre um e-mail enviado por sua melhor amiga intitulado “ode ao amor”. Quando você clica no anexo começa uma melodia em volume máximo: “vai tomar no c...”. Todos do escritório voltam os olhares para você que, sem graça, não sabe onde enfiar a cara. Situações como essa ocorrem com muita frequência, pois, a Internet, além de encurtar barreiras espaciais e facilitar a comunicação, contribuiu, também, para o aumento da falta de noção.

Quando eu pensei que já tinha visto de tudo, recebi um e-mail com ilustrações dos modelos de fezes existentes. O título era: “qual é o seu cocô?”. Sim, parece engraçado, mas torna-se totalmente constrangedor dependendo de onde você está quando abre um e-mail do tipo.

Outra coisa irritante são aquelas mensagens bizarras com fotos de acidentes. Recebi as fotos de um acidente de carro com pessoas decapitadas pouco antes do almoço. O máximo que consegui comer foram batatinhas no McDonald´s. Falando nisso, não! Os hambúrgueres do McDonald´s não são feitos de minhoca, nem de seres com cérebro e sem coração ligados a aparelhos! É muito mais barato para eles criarem vacas! E os nuggets não são feitos com cabeça e olhos de frango. Esteja certo de que vigilância sanitária em países de primeiro mundo é muito mais rigorosa que a nossa.

Bizarrices, lendas, puns são irritantes, mas não há nada na internet que me irrite mais do que receber apresentações de slides, principalmente, aquelas que nos mandam enviar a 200 amigos ou algo de terrível acontecerá. Fora que um infeliz teve a ideia de passar o livro “O Segredo” (The Secrets) para slides. São 80 páginas! Será que alguém teve coragem de ver toda essa apresentação?
Como não podemos controlar a falta de noção das pessoas, seguem abaixo algumas dicas para você não passar apuros com e-mails inconvenientes.

  • Tenha sempre dois e-mails, um profissional e o outro pessoal. Selecione bem as pessoas para quem você passa seu e-mail profissional;

  • Não repasse correntes, slides ou até mesmo fotos engraçadas, por melhores que sejam suas intenções. Ou, ao fazê-lo, tenha a certeza de que você não está enviando a uma pessoa sem noção, pois isso pode dar abertura para que lhe enviem qualquer coisa;

  • Deixe claro para seus amigos, parentes e colegas de trabalho que você não gosta desse tipo de e-mail. Caso você goste de se distrair com essas bobagens, esclareça que você possui um e-mail só para isso.

  • Planilhas, apresentação de slides, textos do Word ou qualquer arquivo que necessite de um programa de edição para abrir pode conter vírus. Alerte as pessoas do seu círculo de convivência para isso.

Assim como no mundo real existe a etiqueta, ou seja, um conjunto de regras que nos ajudam no relacionamento com outras pessoas, no mundo virtual existe a Netiqueta. Para quem quiser se aprofundar no assunto, abaixo seguem artigos sobre o tema.


domingo, 15 de maio de 2011

Sobre sonhos e caminhos



Uma carreira promissora, um relacionamento estável e uma vida razoavelmente confortável. O atual status da minha vida parecia uma realidade inalcançável há cinco anos, quando passei por um dos períodos mais turbulentos da minha vida. Quando olho para trás, vejo que evoluí muito, tanto no âmbito profissional, quanto no emocional. Mas, se olho para frente, vejo o quando ainda preciso evoluir para alcançar o que realmente desejo. Mas... qual é mesmo o meu desejo?

Muitas vezes temos a sensação de nunca alcançar o que desejamos. Trabalhamos duro e não nos satisfazemos com o resultado. Investimos anos em relacionamentos amorosos que não saem do lugar. Planejamos viagens e finais de semanas perfeitos que nunca acontecem. Por que? Talvez porque não estejamos respeitando nossas próprias vontades. Talvez porque nem conheçamos nossas vontades.

Eu fui criada para ser uma ótima dona de casa, uma esposa dedicada e uma mãe zelosa. Eu odeio serviços domésticos, me divorciei aos 28 anos e ainda não tenho filhos. Eu segui a ordem social para a qual fui doutrinada e deu tudo errado. Aquela não era a vida que eu queria. No fundo eu sabia disso. Mas, como os outros caminhos eram desconhecidos, resolvi seguir os passos da minha mãe porque, afinal, eu já sabia aonde dava.

Frustração. Essa era a palavra que definia minha vida nesse período. Muitos sonhos estavam sendo deixados para trás. Eu pensava que parar de sonhar fazia parte de crescer, de amadurecer. Não! Abandonar os próprios sonhos é se entregar, se deixar vencer. Amadurecer é conseguir diferenciar sonhos de utopias. É perceber o que se pode alcançar e, o mais importante, o que se quer alcançar. E essa não é uma tarefa fácil. Fiquei quatro anos no divã para conseguir compreender que minha insatisfação pessoal era fruto de escolhas mal feitas. Escolhas que preteriam a vontade dos outros aos meus reais desejos.

Hoje, com a maturidade dos quase trinta, eu sei que o caminho conhecido nem sempre é o que me leva aonde quero. Às vezes uma estrada esburacada ou uma trilha na serra são mais promissoras do que seguir o fluxo de carros na autoestrada.

domingo, 13 de março de 2011

Primeira Vez

Diz o ditado que a primeira vez a gente nunca esquece. A primeira professora, a primeira bicicleta, o primeiro beijo, enfim, a primeira vez em qualquer ocasião é inesquecível. Mas por que, quando fazemos algo que ainda não conhecemos, nos lembramos para sempre? A resposta é mais simples do que pensamos.

O maior medo do ser humano é o medo do desconhecido. Esse medo nos faz sofrer por antecipação, por mais que tenhamos vontade de que aquilo aconteça. A ansiedade da espera pelo momento, o receio de não saber lidar com a situação, a preocupação com possíveis dificuldades que possam aparecer e mais mil caraminholas faz com que aquele fato ganhe uma relevância muitas vezes maior do que realmente mereça.

O que acho interessante nas “primeiras vezes” é que elas acontecem em qualquer parte da vida e estar abertos a elas nos faz sentir mais vivos. Amanhã viverei mais uma “primeira vez”. Claro que a lucidez dos quase trinta me deixa mais tranquila do que quando dei meu primeiro beijo, aos onze anos, ou de quando mudei de escola, aos dezesseis. Mas a ansiedade e a insegurança continuam lá. Será que darei conta do recado? Será que vão gostar de mim? Será fácil? Terei problemas? Saberei lidar com eles? E mais milhões de serás povoam minha mente.

Depois de quase trinta anos de primeiras vezes, o que me tranquiliza é saber que, se na primeira vez não der muito certo, vem a segunda, a terceira, a quarta e, quando nos acostumamos com a situação, tudo tende a se acertar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Síndrome do Patinho Feio


Quem nunca acordou, se olhou no espelho e pensou: “como estou feia!”, ou então teve alguma dificuldade na escola e disse: “como sou burra", ou num dia, passeando no shopping, olhou para outras mulheres e pensou: "como estou mal vestida!”?

Você se sente ou já se sentiu assim? Você pode estar vivendo a síndrome do patinho feio, um complexo que acomete pessoas que tem baixa auto estima e se sentem inferiores às outras.

A “síndrome do patinho feio” ou - cientificamente falando - complexo de inferioridade” pode ter causas variadas, desde a atitude dos pais na infância até desvantagens sociais. Esse processo é inconsciente e tem como consequências o comportamento antissocial, ou super-realizações. Ele pode se manifestar com o recuo – a desistência de contatos sociais, ou com a agressividade - busca excessiva de atenção, crítica alheia, obediência cega e preocupação.

Há indícios de que personagens famosos de nossa história, como Cleópatra, Napoleão Bonaparte e Hitler sofriam de tal complexo. Alguns estudos, ainda, indicam que o complexo de inferioridade pode ser vivido por uma sociedade inteira, denominando-se aí como complexo social.

Segundo os especialistas, a maneira de lidar com o complexo de inferioridade é, primeiramente, trazê-lo à consciência e, depois, superá-lo ou aceitar suas consequências. Atividades que aumentam a autoestima colaboram positivamente para a superação. Quem nunca se sentiu o máximo após um dia de princesa no salão de beleza ou depois de um banho de loja?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Por trás do controle

João se surpreendeu ao ver Amanda sentada no chão da garagem, aos soluços, segurando o controle remoto do portão que não funcionava. A cena não fazia o menor sentido para ele: como uma pessoa pode ser tão sensível a ponto de chorar por isso? O que João não sabia era o que vinha por trás daquele controle.

Amanda havia acordado um pouco atrasada e decidiu que tomaria café na padaria, próximo ao local onde pegaria carona com sua colega de trabalho. Para tanto, ela preferiu pegar um ônibus, pois faria em dois minutos um trajeto que, a pé, gastaria quinze.

Antes, porém, Amanda precisava jogar o lixo fora e desceu pela garagem do prédio. Estava chovendo e, no primeiro passo que deu pela rampa, ela se viu esparramada no chão. Ficou brava, obviamente, mas se levantou, limpou a roupa, pegou os sacos, pôs no lixo e tomou o ônibus. Ao se aproximar da padaria deu sinal. O motorista não parou. O ponto de ônibus havia sido retirado do local semanas antes. O tempo que ela economizou no trajeto ela gastou se deslocando do ponto onde desceu até o local marcado com a amiga. Foi trabalhar sem o café da manhã.

Chegando no trabalho Amanda descobriu que seu melhor cliente havia desistido de um grande contrato. Ficou mal, mas tentou não se deixar abalar, afinal, tinha novos contratos em vista.

Nossa quase heroína tinha uma consulta marcada com seu ginecologista às cinco e meia tarde. Calculou sair do trabalho as quatro. Dez para cinco ela ainda estava numa reunião com o chefe (que havia começado às duas). Saiu feito uma louca do escritório, pois precisava passar em casa, tomar banho e pegar o carro, porque tinha um evento para ir à noite.
Em tempo recorde estava pronta. Desceu para a garagem, deu partida no carro e ele não funcionou. Tentou mais algumas vezes e nada. Cancelou com o médico e ligou desesperada para o namorado – João – que partiu em seu socorro. Meia hora depois ele buzina na porta da garagem. Quando Amanda tenta abrir o portão, o controle não funciona. Ela abre o controle na tentativa de consertá-lo e ele se desmonta em sua mão.

Vencida, ela se ajoelha no chão, como quem aceita a derrota, e cai no choro.

Por trás do controle


João se surpreendeu ao ver Amanda sentada no chão da garagem, aos soluços, segurando o controle remoto do portão que não funcionava. A cena não fazia o menor sentido para ele: como uma pessoa pode ser tão sensível a ponto de chorar por isso? O que João não sabia era o que vinha por trás daquele controle.

Amanda havia acordado um pouco atrasada e decidiu que tomaria café na padaria, próximo ao local onde pegaria carona com sua colega de trabalho. Para tanto, ela preferiu pegar um ônibus, pois faria em dois minutos um trajeto que, a pé, gastaria quinze.

Antes, porém, Amanda precisava jogar o lixo fora e desceu pela garagem do prédio. Estava chovendo e, no primeiro passo que deu pela rampa, ela se viu esparramada no chão. Ficou brava, obviamente, mas se levantou, limpou a roupa, pegou os sacos, pôs no lixo e tomou o ônibus. Ao se aproximar da padaria deu sinal. O motorista não parou. O ponto de ônibus havia sido retirado do local semanas antes. O tempo que ela economizou no trajeto ela gastou se deslocando do ponto onde desceu até o local marcado com a amiga. Foi trabalhar sem o café da manhã.

Chegando no trabalho Amanda descobriu que seu melhor cliente havia desistido de um grande contrato. Ficou mal, mas tentou não se deixar abalar, afinal, tinha novos contratos em vista.

Nossa quase heroína tinha uma consulta marcada com seu ginecologista às cinco e meia tarde. Calculou sair do trabalho as quatro. Dez para cinco ela ainda estava numa reunião com o chefe (que havia começado às duas). Saiu feito uma louca do escritório, pois precisava passar em casa, tomar banho e pegar o carro, porque um evento para ir à noite. Em tempo recorde estava pronta. Desceu para a garagem, deu partida no carro e ele não funcionou. Tentou mais algumas vezes e nada. Cancelou com o médico e ligou desesperada para o namorado – João – que partiu em seu socorro. Meia hora depois ele buzina na porta da garagem. Quando Amanda tenta abrir o portão, o controle não funciona. Ela abre o controle na tentativa de consertá-lo e ele se desmonta em sua mão.

Vencida ela se ajoelha no chão, como quem aceita a derrota, e caí no choro.