domingo, 5 de dezembro de 2010

Ciúmes... quem não tem?

A mulher que nunca teve uma crise de ciúmes que atire o primeiro sapato, vaso, porta-retrato ou objeto que se encontre a alcance das mãos! Se você é mulher e nunca atirou nenhum desses objetos contra a parede ou contra o pobre (às vezes nem tanto) do seu namorado, noivo, marido ou peguete, parabéns! Você tem auto-controle. Se você nunca teve vontade de fazer isso na vida, sinto muito! Você nunca teve um namorado.

Segundo os especialistas, o ciúme é um sentimento tão natural no ser humano quanto a raiva ou a tristeza e, assim como os outros, difere de pessoa para pessoa e de situação para situação. O ciúme masculino, por exemplo, tem caráter sexual. Já o feminino tem caráter afetivo. É muito raro um homem ter ciúme porque o melhor amigo da namorada elogiou um texto que ela escreveu. Já uma mulher poderia ter um chilique se a prima gostosona do namorado elogiasse uma música que ele, sem maiores intenções, postou no facebook.

Na maioria das vezes o ciúme tem razão de existir: insegurança, crise no relacionamento, baixa auto-estima, falta de confiança no parceiro e outras mil coisas. Quando acontece ocasionalmente, o ciúme pode ser salutar para o relacionamento. A percepção de não sermos donos do outro nos faz valorizá-lo mais. Criamos, inconscientemente, uma estratégia de reconquista. Muitas vezes o ciúme ajuda a renovar o relacionamento e a reafirmar sentimentos. O grande problema é quando o ciúme se torna patológico.

Certa vez um amigo meu brigou com o segurança da boate porque cismou que ele estava olhando de forma diferente para a namorada. Uma conhecida pediu demissão do emprego porque a ex do namorado trabalhou na mesma loja. Uma outra fez um escândalo no facebook quando descobriu que o ex-namorado estava saindo uma amiga.

Segundo a psicóloga clínica e terapeuta familiar Patrícia Ruschel Daudt o ciúme é preocupante e se torna patológico quando existe a idéia de posse. “Neste tipo de relação predomina a submissão e subjugação dos desejos do outro”, explica. Quando o ciúme passa dos limites é preciso buscar ajuda profissional. Mas como saber se o ciúme está prejudicando o relacionamento?

Abaixo segue um teste para avaliar a intensidade do seu ciúme:

http://migre.me/2IYCr

Caso você se descubra uma pessoa muito ciumenta, vale a pena visitar os sites abaixo:

http://ciumes.com

www.grupomada.com.br

www.psicoterapiacognitiva.com.br

www.neuroticosanonimos.org.br

Referências:
http://mulher.terra.com.br
http://veja.abril.com.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Como afastar uma mulher (de quase trinta, ou não)


Chegue na balada vestido com camisa pólo, calça jeans e sapatênis e junte-se aos seus outros seis amigos vestidos com a mesma combinação. A roupa diz muito sobre você. Essa diz que, além de bom gosto, também lhe falta criatividade na hora de se vestir.

Compre uma garrafa de whisky doze anos com um balde de gelo cheio de energético. Isso mostra que você, além de não saber beber, joga seu dinheiro fora. Demora-se doze anos para envelhecer o whisky para alguém, estupidamente, enchê-lo de água suja de guaraná. Da próxima vez, compre uma garrafa de conhaque e faça o mesmo. O efeito é igual e você ainda economizará uns trocados.

Se aproxime com uma cantada barata do tipo “não sabia que boneca andava” ou “você se machucou quando caiu do céu?”. O mais educado que você obterá será um sorriso amarelo. Continue a conversa falando sobre você, do seu trabalho, do seu carro, da sua viagem para o exterior e de como você gasta seu dinheiro. Se sua interlocutora trabalhar no RH de alguma multinacional, quem sabe ela não te arruma um emprego?

Dance feito John Travolta em “Nos embalos de Sábado à Noite”. Copie todos os trejeitos, faça caras e bocas até que se abra uma roda em torno de você. Comece a chamar seus amigos para dançar também. Se conseguir, leve alguma mulher para o meio da roda. A dança desajeitada dela não é timidez, é vergonha mesmo. Dela e de você.

Faça piadas sem graça, de preferência de cunho sexual, e deixe todas as mulheres à sua volta envergonhadas. Emende com uma piada machista de modo a irritá-las. Em seguida, deboche de seus amigos: fale do peso desse, do trabalho daquele, da ex mulher de um, da falta de mulher do outro. Assim, além de se mostrar que é um completo sem-noção, você mostra seu recalque em relação aos seus amigos.

Para encerrar, tire do bolso as chaves do carro. Rode-as nos dedos e fale sobre a potência do seu carro, o quanto ele corre e quais acessórios ele tem. Conte também sobre o dia que alguém te chamou para um racha no semáforo e você aceitou. Em seguida, ofereça carona às mulheres que, por ventura, estiverem sem carro. Não se assuste se elas preferirem ir para casa de táxi.

Ao chegar em casa pense o quanto você é legal, divertido, rico e tente entender o porquê de você, aos trinta e oito anos, ainda não ter conseguido conquistar sua cara-metade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sapos e Princesas


A diferença do modo de se vestir entre homens e mulheres pode ser percebida na maternidade. No berçário todos os meninos se parecem: de macacãozinho, embrulhados na manta, com carinha de joelho. Já entre as meninas, a única coisa parecida é a carinha de joelho, porque a Mariana está com uma desconfortável tiara rosa na cabeça. A Pietra acabou de furar as orelhas e está com um brinco de ouro dado pela avó. A Bianca, coitada, volta do quarto a cada duas horas com um laço de cor diferente naquela penugem que a mãe cisma em chamar de cabelo.

Anos mais tarde, João se prepara para a festa de aniversário do Pedro. Primeiro põe a cueca da Liga da Justiça, depois a calça jeans do Homem Aranha, a camisa nova do Super Man, as meias da escola e os tênis do Batman. Em quinze minutos está pronto. Bruna vai para o mesmo aniversário. Sai do banho e sua mãe demora vinte e cinco minutos para desembaraçar aquele enorme cabelo. Põe a calcinha da Barbie, em seguida a meia calça, depois a camiseta segunda pele, depois o vestido, amarra o laço do vestido, põe o broche da Hello Kit no laço do vestido, calça a sapatilha de cetim, dá três voltas na fita da sapatinha em volta da perna, refaz o laço três vezes até ficar bonito, e pronto! Agora já pode arrumar o cabelo. Vinte minutos de secador, vinte de chapinha, finaliza com o mousse e coloca uma tiara combinando com o vestido. Passa um batom clarinho e confere as estrelinhas nas unhas, pintadas no dia anterior. Uma hora e doze minutos depois está pronta para a festa.

Aos quinze anos essa diferença é ainda mais gritante. Os homens continuam com o mesmo quarteto: cueca, meias, calça e camisa. No máximo acrescentam um relógio e um gel no cabelo. E as mulheres, além da roupa, do cabelo, das unhas e do sapato, agora se preocupam com a bolsa, com os brincos, com os anéis, com relógio, com a maquiagem, com a roupa das amigas, com a roupa do pai que vai levá-la à festa. E, um dia antes divertido, vira um verdadeiro estresse na vida de uma quase-mulher.

Aos quase trinta ela escolhe, primeiro, a roupa do namorado. O de sempre: cueca, meias, calça e camisa. O trio seguinte: gel, relógio e perfume, ela deixa “por conta dele”. Ele, normalmente, usa o perfume que ela deu no dia dos namorados, o relógio que ela deu no natal e o gel que ela pediu na revista de cosméticos. Enquanto ele toma banho, ela troca o esmalte clarinho das unhas por um mais vibrante. Ele sai e fica pronto nos mesmos quinze minutos e vai assistir tv. Ela lava os cabelos com um xampu extra brilho liso perfeito com queratina e proteínas termoativadas. Usa uma máscara condicionante que promete tantos milagres quanto o xampu, usa seu sabonete facial pré-maquiagem, lava o corpo com um sabonete líquido de maracujá e, em quarenta minutos, consegue sair do banho. Desembaraça os cabelos, passa hidratante em todo o corpo. Depois usa o desodorante que clareia e deixa suas axilas bonitas. Escolhe qual dos 10 perfumes vai usar. De preferência com um aroma que combine com o xampu, o condicionador, o desodorante e o hidratante corporal. O vestido, o sapato, a bolsa e as jóias são a parte mais fácil, pois já estão separados no closet há um mês. Vestida e perfumada ela se põe a arrumar os cabelos: secador, chapinha, grampo, presília, gel, mousse, pomada e tantos outros tipos de finalizador. Após o cabelo, a maquiagem. Corretivo, base, pó compacto, blush, sombra, delineador, curvex, rímel, batom, gloss. Exatamente nessa mesma ordem. Em duas horas, vinte e oito minutos e trinta e dois segundos ela está pronta. Linda. Deslumbrante. Ele desliga a tv, pega as chaves do carro, olha para ela e diz: você está linda! E ela, humildemente, responde: Imagina! São seus olhos...





sábado, 28 de agosto de 2010

Um dia com quase trinta...

Depois de uma semana de uma chuva ininterrupta, São Pedro resolve dar uma folga. O sábado amanheceu ensolarado, o céu está azul, sem nenhuma nuvem. O dia está prometendo. Uma cerveja com os amigos à tarde, uma pizza com o namorado à noite. Isso aconteceria na vida de uma mulher normal. Mas para ela, uma mulher de quase trinta, recém separada, começando um novo relacionamento, com um emprego instável, isso é uma utopia.


Ela tira a bendita manteiga da geladeira para amolecer, deita no sofá, liga a TV e muda de canal freneticamente à procura de algo interessante para assistir. Não encontra e decide assistir desenho animado mesmo. Dez minutos depois, coloca duas fatias de pão de forma (sem nada entre elas pois esqueceu de comprar queijo) na sanduicheira, pega o café de ontem, põe na xícara e esquenta no microondas. Toma seu café da manhã dos deuses, troca de roupa e vai tentar, mais uma vez, organizar o apartamento (que não terminou de mobiliar).


Embola o plástico do sofá novo que está jogado no cômodo que - ainda - vai ser um escritório, coloca dentro da enorme sacola que veio o tapete novo e se dirige às grandes lixeiras de material reciclável na esquina. Com um enorme esforço, soca a montanha de plástico bolha lixeira à dentro. Por que será que eles fazem as bocas dessas lixeiras tão pequenas? - pensa aborrecida. Na volta para casa, observa o céu de brigadeiro e pensa em tudo o que fará hoje.


Arrumar a cozinha, limpar a casa, lavar o banheiro, fazer as contas do mês... tudo isso em meio a uma guerra travada entre sua poodle e a psicopata da vira-latas da irmã, que viajou para a praia e deixou o hóspede monstruoso em sua casa. No primeiro dia de hospedagem do monstro ela demorou quarenta minutos para conseguir entrar na cozinha pois a cadela tomou posse do lugar e avançava a cada tentativa de aproximação (talvez a idade psicológica da cadela também beire os trinta). Após recolher a sujeira dos cachorros e arrumar a cozinha, ela pensa no que fará para almoçar. Nem ovos! Nem frango! Nem salada! A geladeira está quase vazia. Batatas fritas! Ótima opção para um almoço de sábado. A dúvida era se o acompanhamento das batatas seria uma lata de cerveja ou um copo de suco. A consciência pesada optou pelo copo de suco, já que as batatas já fariam um estrago na dieta.


A cada cinco minutos ela confere os dois celulares. Nenhuma ligação. Nenhuma mensagem. Entra no Orkut, no MSN, no Twitter, no Facebook. Nenhuma novidade. Ninguém para salvá-la do triste destino da mulher de quase trinta, recém separada, começando um novo relacionamento, com um emprego instável e que nem terminou de mobiliar o apartamento novo. Ela respira fundo, toma coragem, põe o cd da Adriana Calcanhoto e caminha rumo à área de serviço. Vai lavar o banheiro.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Apresentações

Quando eu era criança eu queria morrer antes dos trinta. Eu achava que, com trinta anos, eu já estaria cansada de viver, que já teria tido todas as experiências que uma pessoa poderia ter e que seria uma boa hora para descansar.

Hoje eu rezo todos os dias e peço perdão a Deus (que ainda não sei se existe) pelas insanidades ditas no passado. Imagina se Ele (caso exista) leva á sério e eu morro amanhã? Quantas coisas mal acabadas eu deixaria... coisas não, deixaria a vida mal acabada! Até hoje eu não fiz nada que prestasse! Aliás, fiz sim: lambança! Isso é o que não falta no meu portfólio.

Primeiro eu nasci... no dia 26 de dezembro. Não tinha nada melhor pra fazer então resolvi tumultuar o natal de todo mundo e fiz minha mãe passar pela deliciosa experiência de ficar internada enquanto todos comiam peru e tentavam curar a ressaca do dia anterior. Ao invés de dar lembrancinhas para as visitas no hospital minha mãe distribuía engov.

Eu cresci um pouco e logo me tornei filha de um avião. Meu pai foi morar na África quando eu tinha 1 ano. Fui levá-lo ao aeroporto. Depois disso todo avião que passava minhas irmãs diziam: “Olha lá o papai! Dá tchau pra ele”. Seis meses depois, quando fui buscá-lo, confundi tudo. Minha mãe disse: “corre pro papai!”. Meu pai abriu os braços me esperando e passei direto. Corri para o avião!

Mais tarde eu quase me tornei um menino. Andava de skate, soltava pipa, jogava bola, brincava de carrinho, pulava muro, subia em telhados. Nessa época a conta do hospital era alta. Raio X, tomografia, eletroencefalograma, concussão cerebral e enxerto se tornaram nomes tão comuns quanto Atari, Lego, Barbie e Pogobol...

Na adolescência as coisas mudaram. Demorei, mas descobri que havia uma mulher dentro de mim... para desespero dos homens e, principalmente, dos meus pais. As 13 anos lá estava eu, na sala de casa, com meu namoradinho de 1,85 de altura. Minha mãe se trancou no quarto revoltada com minha audácia, mas depois se acostumou.

E vieram outros namorados, novas descobertas...
E veio a faculdade, e outras descobertas....
E veio o casamento... e mais descobertas.
E veio o divórcio... e muitas descobertas
.
E se aproximam os trinta anos... e são tantas tantas tantas descobertas juntas... tantos hormônios... tantos desejos, tantas realizações, tanta construção, tantas coisas acontecendo ao MESMO TEMPO, numa VELOCIDADE TAMANHA que se eu não dividir isso com alguém eu vou ter um treco!

E como sempre eu refleti calmamente sobre o assunto. Pensei em tudo o que estava acontecendo e decidi: vou criar um blog!

Sejam bem vindos!


Viviane Wehdorn.